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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

0 Entrelinhas




A menor distância é uma reta
Porém medidas convencionais não se aplicam
Quando o assunto é a alma

Mesmo separados fisicamente
Os elos que nos conectam são fortes
Presentes em cada gesto, cada palavra

Entre uma vírgula e um ponto
Uma imagem e um som
Podemos decifrá-las de maneiras distintas

Mas nas diferenças, parecemos
Nas discordâncias, concordamos
Nas confusões, entendemos

O que a mente diz quando a boca fala?
O que o coração ouve, quando o ouvido escuta?
O que o corpo sente quando a mão toca?

Não procuramos respostas idênticas
Longe disso!
Na diversidade a gente se acerta 

Nas entrelinhas a gente se completa


Dedico este poema a uma amiga muito especial que hoje faz aniversário. Parabéns, E.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

0 Medida Certa



Qual a medida certa pra chorar? 

Quantas lágrimas merece o seu amor?

Ou a falta dele...

Os olhos inchados valem o peito mais leve

Os soluços abafados compensam os pensamentos que gritam

As lágrimas lavam a culpa que as originou

Culpa esta que nem sequer é real

Então chore-se para se livrar dela

Chore-se para limpar a alma

E abrir espaço para novas emoções

segunda-feira, 11 de abril de 2016

0 Você | Post especial de cinco anos de VPC




Seus pés descalços
Deixam marcas na areia do tempo
Guiando poetas
Através de palavras e versos

Suas pernas
Pilares de todas as emoções
Sustentam a gama de sentimentos
Que é tentar descrevê-la

Seu corpo
Curvas sinuosas por onde anseio escrever
Traçar linhas que conduzam ao seu coração
E enfim desvendar seus mistérios

Seus braços
Tocam não só carne, mas também alma
Abraçam ou repelem as sentenças
Que intencionam conquistá-la

Seu rosto
Que almejo ver brilhar em um sorriso
Beleza indescritível
Diante dessas estrofes mal escritas

Você, enfim
Rima em um corpo estonteante
Coesão de gestos e orações
Coerência em meio à vastidão de ambições

Você
Poesia em forma de mulher.



Hoje o VPC completa cinco anos de existência.
Mesmo estando ausente por tanto tempo, escrevendo pouco e acompanhando os escritos dos colegas menos ainda, eu não podia deixar essa data passar em branco.
Afinal, são cinco anos! Quando eu pensava que não duraria nem cinco meses...
Nesse tempo, passei por muitos momentos, experimentei várias sensações e provei diversos sentimentos. Alguns se foram, muitos continuam, mesmo que eu não os coloque “no papel”, como fazia com mais frequência no passado.
Mas sempre há alguém em especial que desperta a vontade de escrever. Ou mesmo a necessidade. Porque você quer gritar, esbravejar, bradar o que está sentindo ou pensando e não encontra outra forma, senão escrevendo.
Palavras e atos costumam disputar quem tem maior eficácia. Mas penso que cada uma tem sua parcela de “culpa” no que chamamos de cotidiano. Atos são importantes para reforçar as palavras; e palavras são importantes para autenticar os atos.
Em cinco anos ainda não aprendi a fazer isso muito bem, mas acho que poucos realmente o sabem. Então vou continuar trilhando esse caminho, tentando dar mais atenção às palavras destinadas a esse espaço, sem negligenciar meus atos.
Assim, eu agradeço a quem já fez parte disso, está fazendo e ainda fará.
Muito obrigado!


Mozer Dias

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

0 Unilateral

Imagem retirada da internet.


Um castelo de areia ao vento
Uma armadilha de desejos não realizados
Um placebo que perde seu efeito

É o mesmo que lembrar dos filmes que nunca viu
Dos livros que nunca leu
Das músicas que nunca ouviu
E dos beijos que nunca recebeu...

É como uma mentira 
Repetida tantas vezes até se tornar verdade
Apenas um sonho desperto
Ilusão que não acaba pois já está acordado

Como perder algo que nunca se teve? 
É como ter saudades de algo que nunca se foi.
Nunca se foi porque nunca chegou a vir...

Amar unilateralmente é um paradoxo...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

1 Multifuncional



Chega de meias palavras
De meios pensamentos
De meios gestos
Chega de meia vida

Pé na estrada e corações ao alto!
A passagem comprada é só de ida

Aquilo que sabe
É que continua não sabendo
A única certeza
É de que não tem nenhuma

Mas vamos seguindo em frente
Que uma hora o passo se acostuma

Seus pés a levam numa direção
Sua cabeça a empurra para outra
A razão a puxa para trás
A realidade a obriga a ficar

E daí? Isso não importa!
O coração – rebelde – quer voar

Nem tente decifrá-la
A língua dos loucos não tem tradução
Desista de entendê-la
Isso nem o Seu Sigmund explica

Mas uma coisa é certa
O vento sopra na direção em que se acredita


Para R. 
Feliz aniversário.