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domingo, 11 de dezembro de 2011

8 Confrontação

(La reproduction interdite, 1937)
Réné Magritte
     

     Ele era um cara bem quisto por uns e não odiado por outros.
     Sabia agradar aos próximos e também aos distantes.
     Tinha sempre a palavra certa.
     Até que um dia, nada do que ele falava arrancava a aprovação de um Outro.
     Aquilo, a princípio, lhe deu raiva. Mas de si mesmo. Conforme o tempo passava, o sentimento real foi dando as caras.
     Medo.
    Mas de que?, pensou ele. Não era de si próprio e ele sabia disso.
     Era medo do Outro.
     Isso o fez sentir-se louco, paranoico e por fim, covarde.
     Covarde...
     Era essa a verdade que ele vinha escondendo a vida inteira. Ele tinha medo de ouvir um “não”, ou até mesmo um “sim”. Tinha medo de um olhar duro, quem sabe até de olhar nenhum.
     Foi uma verdadeira bofetada.
     Agora o sujeito passa horas em frente a um espelho, com expressão dura. Encarando um desconhecido e tentando conhecê-lo. Esse estranho não tem medo, isto é sabido. Quem sabe o covarde aprende alguma coisa útil.
     Não será de um dia para o outro que esses dois ficarão íntimos. Entretanto deem tempo a ambos e logo serão como um só. Ou exatamente isto.
     A outra alternativa seria temer até mesmo o próprio reflexo...

Angelus.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

16 Sintonizando

Ela é invisível ao tato
Mas tangível em sonhos
Os caprichos da Distância não nos afastaram
Estamos ligados

Conectados por um fio mágico de amor
Apenas uma palavra sincera
Apenas um carinho espontâneo
E pronto!

Estávamos amarrados
Não preciso vê-la para decifrar-lhe os sentimentos
Conheço a entonação de cada vírgula
Cada suspiro numa pausa

Foi destino?
Acaso?
Escolha?
Já desisti de tentar entender o porquê

Não importa
Só sentir já me basta
Ela, um predicado lindo
Eu, um simples sujeito
Angelus.



Ele, dono de palavras doces
Mistura de poesia
Verdade e simplicidade
Bem que a vida trouxe de presente

Numa sintonia singular
Assim estamos
Unidos num sentimento singelo
Partilhando os mesmos sonhos

Desfazendo quilômetros com laços de afeição
Com respingos de amor
Com cumplicidade
Liberdade e proteção

Cada letra um aconchego
Tradução da alma
Doçura amiga
Estamos ligados

Hoje o coração fez parceria com o tempo
Num entrelaço de gente
Ele, o colorido certo
Eu, a distraída cor
Wanderly Frota


De uma ideia de escrevermos juntos esta postagem simultênea em nossos blogs, surgiu esta demonstração de afeto que me comoveu. Agradeço de todo o meu coração a Wanderly Frota , do lindo Distracting Pages, por suas palavras de carinho.
Distância nenhuma no mundo, estraga o que há entre nós.
Muito obrigado, minha querida! Já tenho a motivação que preciso para escrever sempre!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

11 Reset


     

     Seria tão bom se existisse um botão desses, que reiniciasse o nosso dia, o nosso ano ou, quem sabe, a nossa própria vida, num simples apertar...

     Bati com o carro. Tive o maior prejuízo e...
     Reset!
     Aí eu sairia de carro novamente, me estressaria novamente e, mais cedo ou mais tarde, colidiriam comigo! Novamente...

     Ou então, fui mal na prova. Não estudei o bastante...
     Reset!
     Ufa! Seriam mais horas de estudo, mais ansiedade antes da prova, mais nervosismo. E, talvez, outra nota ruim...

     Ah, mas mesmo assim esse botão seria o máximo!
     Aquele amigo que me decepcionou, que desejo apagar da minha memória, que gostaria de nunca ter conhecido. Aí sim...
     Reset!
     Depois faria novos amigos. Me envolveria... Viriam novas decepções e...

     Bom, já que é assim, sei de uma função útil para este botão:
     Aquela menina que me disse “não”, aquela com quem tinha feito planos e mais planos e, na hora decisiva, ela deu um passo atrás... Sem dúvidas...
     RESET!
     Enfim uma utilidade!
     Partiria para outra, sem nunca ter sabido o que era aquele gosto amargo. Conheceria alguém ainda melhor (segundo minha ótica). E finalmente... “Não”.

...

     Quer saber de uma coisa? Eu desisto! Cansei desse jogo. Ou melhor, cansei deste botão. Que porcaria inútil! Quero meu dinheiro de volta!
     Pelo menos quereria se tivesse pago alguma quantia por isto.
     Entretanto, há uma saída.
     Vou ficar só no Continue...


Angelus.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

9 Nova participação no debate "4 por 4"




Mais uma vez fui convidado pela blogueira Emíliana, do As Histórias de Emília, para participar do debate 4 por 4. Desta vez o assunto foi a situação do trânsito no país. Pedi licença para publicar o texto também aqui, mas peço aos meus amigos e leitores que prestigiem o debate completo. Lá, encontrarão informações que complementam, e muito, minha exposição.
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     Poluição sonora. Poluição do ar. Filas quilométricas de carros. Falta de respeito. Violência. Esses são apenas alguns dos atributos do trânsito nas grandes cidades do país e parece que a situação não vai mudar tão cedo.

     Não vai mudar porque as pessoas não vão abrir mão da comodidade do seu carro para se espremerem dentro de um ônibus lotado e mal conservado. Fale-se muito nisso: o uso do transporte coletivo para diminuir o número de carros; uso de bicicletas para não poluir o ar... Seria uma ótima solução se não fosse inviável no momento.
     O transporte coletivo está caindo aos pedaços e não há ciclovias o bastante. E o tal dia mundial sem carro é uma piada de mau gosto. Então como acabar com o caos do trânsito?
     Para esse problema, parece que parte da resposta já está clara. Basta fornecer um transporte coletivo digno e ciclovias seguras. Basta que se empenhem para isso. Mas tem outro ponto mais complicado de solucionar, que é a conscientização dos motoristas.
     É incrível como uma pessoa se transforma ao se sentar atrás de um volante. É quase uma batalha para ultrapassar os outros e ver quem chega mais rápido ou quem pega aquela vaga primeiro. 

     Distinção entre homens e mulheres no volante não importa muito, ao meu modo de ver. O pior motorista é aquele que se acha melhor que os outros. E é justamente este que faz as maiores “cagadas”, com o perdão da palavra.
     Sendo assim, o trânsito tem chances de se tornar menos perigoso. Mas vai levar tempo e dinheiro para isso acontecer. Muitas leis ainda precisam ser revistas e muita gente ainda vai quebrar a cara (infelizmente).

confira o debate completo em:

Angelus.

sábado, 29 de outubro de 2011

15 O Vasculhador de Almas




Eu sei.
Não me perguntes como.
Simplesmente... eu sei.

Cada palavra tua
Cada pensamento
O esboço dos teus sentimentos
Os suspiros em forma de vírgula...

Eu sei.

Mas não me temas.
Eu te compreendo.
Mesmo que não aceite às vezes,
Compreendo

E isto já basta.

Angelus.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

6 Particpação no debate "4 por 4"



      Fiquei surpreso e também muito feliz ao ser convidado pela blogueira Emíliana, do blog As histórias de Emília, para participar de uma discussão muito pertinente, principalmente para nós blogueiros: a liberdade de expressão. 
      A vocês, amigos, peço que prestigiem essa forma muito interessante de se debater o assunto em:



Desde já, obrigado.
Angelus.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

16 Figuras Oníricas



Ontem tive um sonho metafórico:
Sonhei que era um espelho de suas vontades;

Ontem tive um sonho metalinguístico:
Sonhei que estava sonhando, para acordar e continuar vivendo a ilusão;

Ontem tive um sonho sinestésico:
Cheirava-lhe o toque e saboreava suas palavras sussurradas no escuro;

Ontem tive um sonho hiperbólico:
Um minuto a seu lado eram séculos de prazer;

Ontem tive um sonho antitésico:
Realidade e fantasia misturavam-se nas cores do inconsciente;

Ontem tive um sonho paradoxal:
Ouvia o silêncio de sua companhia ausente;

Ontem tive um sonho eufemístico:
Dizia querer-te bem só para não te dizer que te amo;

Ontem tive um sonho irônico:
Você dizia que me amava...

Angelus.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

20 (..............................................................................)

     


    

      Escrevo.
      Apenas para preencher estas linhas.
      Mas escrevo.
      Porém ao fazer isso, penso em quem as estará lendo.
      Certamente, este alguém vira à procura de algo significante.
      Algo que lhe cause risos, empatia, interesse ou uma emoção qualquer.
      Contudo, minhas palavras frias não trazem nenhum consolo.

      Trazem algo melhor. Inovador.
      Ou seria pior? Transgressor?
 
      Elas trazem apenas o vazio.





      De que serve toda a filosofia de botequim?
      Deixe aqui todos os seus desejos. Suas emoções.
      Seus medos. Sofrimentos.
      O melhor que posso oferecer é isto.








      Vazio.









      Deposite nele o que não lhe serve mais.
      Aquele entulho na sua estante.
      Encha-o com o desnecessário, com o vago.
      Encha-o. Nem que seja com mais vazio.
      Por mais que ele não dê uma resposta...








      Ao menos estará ouvindo.


Angelus.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

20 Fragmentos

fonte da imagem


As lembranças espalham-se por todo canto
Apenas fragmentos
Pedaços mal acabados
Para ela, tudo tem um caco de recordação
Farpas inflamadas.

Ela é uma rosa bela e perfumada
Com o corpo repleto dos espinhos da memória
Mas decidiu fazer uma limpeza geral
Jogar fora todas as lascas
Arrancar os espinhos

Dói
Como um soco na boca do estômago
Mas ela persiste
Cada dia um pedaço extraído
Tem de ser feito devagar, aos poucos

O que no inicio parecia impossível
Agora é uma hipótese plausível

As lembranças espalham-se por todo canto
Apenas fragmentos
Pedaços mal acabados

Mas agora são apenas peças do passado.

Angelus.
descupem a ausência.

sábado, 10 de setembro de 2011

10 Leve reflexão sobre paixão




Amor palavra linda! Com tantos significados práticos, sempre presentes em nossa vida. No caso de hoje, e só para não perder o habito dos meus posts, falando sobre AMOR, falarei sobre, uma falsa variante, a paixão.

Dias passados, reencontrei um amigo, e o vi recém casado, pela sei qual vez, porque sempre que o vejo “casei ontem!”. Estive analisando umas coisas, que me fizeram chegar à seguinte máxima: “Não existe paixão no mundo que valia o sacrifício de uma vida!”.

Bom, ainda sou muito romanesca, e curti muito os contos de fadas, nos quais a mocinha encontra o príncipe encantado da sua vida... Acredito que casar com a pessoa certa é o máximo. Mas como achar a pessoa certa se, existe a paixão?! E olha que ela dá e passa!

O que me fez chegar à máxima acima, foram “detalhes tão pequenos... são coisas muito grandes para esquecer...”. Vi uns sintomas muito interessantes como:
*se não podemos contar o nosso passado para a pessoa porque ela irá nos censurar e não nos quererá mais...
*quando a pessoa fala mal de nós aos outros, e pior, ainda com o ar de que será o herói, por nos tirar de uma possível situação de risco...
*quando dá um sorriso amarelo ao perceber q vamos ser mais bem-sucedidos do que ela, nem que seja temporariamente,...
*quando temos outra pessoa a quem confiamos as coisas mais absurdas, e não é o nosso companheiro...
*quando brigamos muito com a pessoa...
*...

Conclui que, paixão não vale a pena! Não para compartilhar uma vida inteira, nem cair no habito de ficar junto com a pessoa por um tempo enorme sem chegar à conclusão nenhuma. Até porque nesse caso, estaríamos caindo num caso absurdo de promiscuidade! Ficar enrolando uma pessoa, com quem não queremos mais do que apenas sexo. Aaaaaah e lembre: “Não me incomode amanha! Porque pra mim, você só me serve para sexo, e nem sempre é lá essas coisas todas!”
Entãããão: Cuidado, não existe paixão que realmente valia a pena!

A g n e s

sábado, 3 de setembro de 2011

25 Um Ano Depois


fonte da imagem


Hoje faz um ano que dei meu último passo para o imprevisível

Acabou que o abismo fez-se inevitável

Os primeiros meses foram de vertiginosa queda

Distanciava-me cada vez mais da superfície

Com o tempo, aprendi a planar na escuridão

Mas isso apenas retardava a queda

Mantive a esperança de que me lançaria uma corda e me puxaria de volta

Esperei

Enquanto isso juntava os fragmentos de vida  

Colava-os uns nos outros

Agora, criei asas e inicio meu voo rumo à subida

Torno a ver a luz que me aguarda lá em cima

Na verdade ela sempre esteve ali

Eu apenas tinha-lhe virado as costas

Já posso sentir a brisa e o cheiro de terra molhada

Um novo mundo me espera

Enfrentei o imprevisível  

E estou indo desafiá-lo novamente.

Angelus.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

17 Completude

 

Hoje, estou completo
Como um círculo
Uma linha contínua de felicidade
Não se sabe onde tem início e nem onde termina
Não há arestas cortantes
Muito menos quinas pontiagudas
Sigo me movendo em busca de mais
Sigo girando
Enchendo-me com o que há de melhor nessa vida
A completude é o que faz a roda girar
Foi dada a largada
O fim do percurso, não sei
Mas eu continuo a rodar

Angelus.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

24 Outono



Ela nasceu assim, como nascem as folhas em uma grande árvore.
Imperceptível.
Mas sempre presente.
Ligada ao que lhe mantinha viva.
Convive lado a lado com você em todas as estações do ano.
Companheira.
Amiga.
Aguenta a tempestade e desfruta a calmaria.
Observa, silenciosa, os frutos que você planta.
Muitas vezes calada, mas presente.
Você se dá conta da sua presença. Isso é óbvio.
Mas não nota a importância tua para com ela.
Segue vivendo, esperando que o teu fruto floresça. Mas ele não aflora.
Enfim vem o outono e todas as tuas folhas caem, deixando-te sozinho.
Apenas ela permanece.
Imperceptível.
Mas sempre presente.
Então você a vê. Repara-lhe a simetria, as formas.
Percebe como ela te tem em seu íntimo.
Como depende de tua presença.
Como vive por tua causa.
Entretanto você não pode retê-la. Não quer fazer isso.
Precisa libertá-la. Soltá-la ao vento para que seja livre.
Faz parte do círculo natural.
Todas as folhas um dia precisam cair.
Até que o fruto desejado tome forma.
Não será diferente com esta.
Assim ela se solta, flutua e cai.
Ela sumiu de tua vista. Não a sente mais.
Porém ela está ali.
Imperceptível.
Mas sempre presente.

Angelus.
para M.

domingo, 7 de agosto de 2011

15 A Crônica da Ilha

     
     Ao ver o comentário de uma amiga no último post, onde ela o chama de crônica, decidi escrever uma intencionalmente. Mas aí me vem a pergunta: sobre o que falar?
     
     Geralmente, as crônicas refletem sobre coisas do cotidiano, de problemas e dilemas. Pensei em ser mais altruísta e discorrer sobre um problema que aflige outra pessoa. Parar de falar sobre mim, mim, mim.
     
     Cogitei perguntar ao vizinho o que lhe afligia, o que lhe tirava o sono. Porém, certamente, ele me mandaria procurar o que fazer ao invés de tomar conta da vida alheia. É crônica, não revista de fofoca.

     Isso foi só uma hipótese, mas me fez refletir. Guardamos muitas coisas para nós. Aguentamos o fardo sozinho. Seria por falta de um ouvinte que fosse? Ou não sabemos procurar?

     É só um pensamento vago que fabrico solitário, lavado a louça, e o torno público agora. Todavia, creio que exista um temor de compartilhar os sentimentos. Falo por mim, entretanto sei que é um mal comum transformar-se nessa ilha emocional.

     É muito mais fácil dizer “eu te amo” a um cão ou a gato, simplesmente porque eles não irão verbalizar uma resposta. Já um humano... Há uma gama de sentenças que ele pode proferir. Adivinhar-lhe a reação pode ser uma loteria. Só se arrisca quando as chances de agradar são boas. E isso diminui as alternativas.

     Sei lá se isso pode ser chamado de crônica... Mas é de coração. Claro que ninguém vai sair por aí publicando o seu “querido diário”. Porém, quem sabe, construam uma ponte para o continente.

Angelus.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

19 Capturando Sentimentos

     Estou acordado altas horas tentando capturar sentimentos.
     Porém, o que estou sentindo agora?
     Ansiedade. Insônia. Frustração... Tristeza?
     Bom, certamente não é felicidade.
     Vem o sentimento Carinho querendo se manifestar, só que este é rechaçado por outrem em meus pensamentos.
     O que mais?
     Sinto meu pé coçar... Isto é sentimento?
     Não, não. Isto é sensação.
     Mas qual a diferença entre um e outro?
     Já sei:
     Sensação a gente pensa estar sentindo e Sentimento a gente sente sem pensar.
     Em qual dos dois estou agora eu não sei.
     Só ouço o ponteiro do relógio e vejo a luz da lanterna que ilumina o papel rabiscado.
     O silêncio traz a sensação do sono...

     E o sentimento da paz.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

25 Feliz Dia do Amigo!

    
      Acordei hoje de manhã e descobri que é o Dia do Amigo. Achei que essa data já tinha passado... Não é um dia anunciado com antecedência ou com programações especiais. O que é uma pena.
     É com alegria que falo desse dia, pois é uma singela homenagem a esses companheiros das horas difíceis e também das alegres. Concordo totalmente quando dizem que os amigos são a família que a gente escolhe.
     Por isso agradeço a todos os meus amigos. Especialmente aos meus companheiros do blog, Agnes e Hisoka.
     Não posso deixar de falar das pessoas maravilhosas que conheci através da blogsfera. Já tenho muitas delas como amigas, mesmo sem nunca ter tido contato pessoal. Já tive o prazer de conversar com algumas delas e, com as outras, sei que ainda terei a oportunidade para isso. Agradeço a todos pela receptividade, simpatia e carinho.
     A Amizade é celebrada de muitas formas diferentes. Também já contribuí com meu humilde tributo a esse sentimento há um tempo atrás, aqui no Versos.
     Então, hoje, decidi compartilhar com vocês uma música da qual gosto muito e que acho umas das mais belas homenagens aos amigos, que não deve ser cantada apenas neste dia, mas em todos os outros.
     Espero que gostem.
     Abraço a todos.
Angelus. 




  

quarta-feira, 13 de julho de 2011

19 Qual é o seu Propósito?

      Assim que comecei com este blog, minha ideia era escrever apenas textos autorais, sem fazer resenhas de livros ou sinopses de filmes. Porém, ultimamente venho me questionando muito a respeito de Propósito. E eis que surge este livro: Quatro Vidas de Um Cachorro.
     Não quero me alongar em detalhes, muito menos impor uma leitura. Mas gostaria de dividir esse livro com vocês, mais como uma sugestão e até mesmo um desabafo. Não sou uma pessoa que chora com facilidade e esse livro conseguiu trazer-me lágrimas aos olhos.
     Bem resumidamente, é a história de um cão, contada pelo próprio, que vive quatro vezes até cumprir seu verdadeiro Propósito. Mas eu ressalto que é uma ficção! Divertida e emocionante. Em nenhum momento o livro se coloca como sendo de auto-ajuda.
     No decorrer da trama, conforme renasce como um novo cão, ele vai adquirindo experiências ao longo da vida que o ajudam a concluir, finalmente, sua meta.
     Através de uma história de renascimento além da compreensão humana, do ponto de vista inocente de um cachorro, tal qual uma criança ingênua, a mensagem que este livro nos passa é de uma simplicidade surpreendente:

     Tudo na vida tem uma razão de ser, tem um Propósito.

     Eu já vinha pensando nessa questão há um tempo: qual meu Propósito? Minha meta? Meu objetivo? Essas perguntas sempre me deixam inseguro, mas hoje, ao terminar esta leitura, estou um pouco mais otimista.
     Mesmo que neste momento não saibamos, todos nós temos um Propósito.
     Um dos personagens do livro cita John Lennon, que disse que “a vida é algo que acontece quando você está fazendo outros planos”.
     A forma como conduzimos nossa vida é o que nos permite encontrar e cumprir nosso Propósito.
     Nos perguntamos muitas vezes por que as coisas acontecem de determinada forma, com mudanças que não compreendemos. Entretanto, acredito que essa sucessão de fatos é o que nos conduz pelo caminho para descobrirmos nosso objetivo.
     O mais importante disso tudo é seguir em frente por esse caminho carregando consigo o sentimento essencial para se dedicar a algo: Amor.
     Foi o amor incondicional que o cachorro sentia por seu dono e o amor deste pelo cão que culminaram no cumprimento do Propósito de ambos.
     Depois que entendemos isso, não quer dizer que o nosso Propósito aparecerá como um passe de mágica na nossa frente. Só que entender o que lhe motiva já é um passo e tanto.
     Então, nosso Propósito é alcançado simplesmente vivendo-se a vida. Absorvendo tudo que podemos tirar dela. Acumulando experiência. Amadurecendo. E principalmente, dedicando-se à nossa empreitada com Amor.

Angelus.



segunda-feira, 4 de julho de 2011

10 Uma questão de atenção

Nosso querido Angelus, em seu último post falou sobre espontaneidade. Obrigada viu?! Falarei espontâneamente! Falando nele que já escreveu bem à respeito de educação, farei mais um comentário.

Hoje estive lembrando de um fato triste. Um amigo meu em uma discussão, com fundamentos fúteis e desenvolvimento, ao meu ver, desprovida de maturidade, depois da namorada tanto chatear soltou "vá à merda" e desligou o telefone. Por algo tão infantil como por exemplo, um vascaino fazer o outro que é flamenguista convicto ouvir o hino do Vasco obrigado. Fiquei pensando nesse caso e concluí algo muito sério. Quando uma pessoa que diz amar a outra, fala isto a esta pessoa, será que realmente existe amor???! Ou será que estamos adentrando no caminho irretroativo do fim ou mesmo já a falta do respeito?


Quando lendo meus emails, vi uma charge:





Paródia da cantiga da qual acredito que todos os leitores quando criança cantou-a:

"O Cravo brigou com a rosa

Debaixo de uma sacada

O Cravo ficou ferido

E a Rosa despedaçada

O Cravo ficou doente

A Rosa foi visitar

O Cravo teve um desmaio

A Rosa pos-se a chorar"

Ou pelo menos, cantou à alguma criança. O mais interessante é que ironicamente, talvez, é o que acontece à maioria das mulheres que procuram a defesa da Lei 11340, vulgo "Maria da Penha". A mulher reclama da agressão, e procurando uma DEAM, dá início ao processo, sendo no dia da "reconciliação", ele faz drama, e ela perdoa, e ele faz tudo de novo, e ainda pior.

Quero comentar, um pequeno detalhe, o desconhecimento das mulheres e homens também da íntegra da lei. Não é pretensão agora minha discorrer à respeito desta lei. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm Mas leiam, saberão de direitos muito interessantes, vale a pena realmente.

Dentre as minhas idéias, um fato. Repararam que provavelmente você quando começou a ler da musica cantou-a ??? Talvez você a conheça e dela saiba de cor. A massividade sobre a letra foi tamanha que inconscientemente gravou-se que: homens agridem mulheres. O fato é, somos orientados, a fazer isto ou aquilo ou até mesmo não fazermos por um trauma, ou uma repetição. Isso fica gravado e nunca mais se esquece. Então... cuidado aos traumas que poderão causar nas pessoas! ;)

Agora, veja se você concorda. Quando uma pessoa agride emocionalmente, porque, isso é igual a um tapa, uma pessoa é sinal do que?? Eu visualizo, como inicio ou sinal gritante de que o respeito acabou. Insistir em uma comunicação possuidora de tal marca é muito arriscado. Hoje um ultraje destes, e amanha um aperto no braço ou um "cale a boca"?? Não importa a forma de agressão, nunca, NUNCA, vale apena insistir quando existem sinais gritantes ou discretos de desrespeito.

A g n e s




domingo, 3 de julho de 2011

6 Essência



Escrever não pode ser de caso pensado,
Tem que sair.
Se você pensa,
Você tem tempo de se censurar.
Não adianta planejar uma coisa bela
Uma frase feita ou de efeito
A beleza genuína está na espontaneidade,
Na transparência.
Mas aí também pode estar a feiura
Escrever palavras aleatórias
Que se unem e formam uma coesão,
Mostram os sentimentos e a verdadeira face de quem as escreve.
E aí está a essência da escrita
A Verdade
Independente de qual for
Nua e crua.

Nada mais.

Angelus.