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sábado, 30 de abril de 2011

6 A reflexão do tempo pela existência de trabalhar



 Em minha experiência achava que trabalhar seria ruim e lá vou eu confirmar o que ja vinha falando. Tudo bem que no ínicio é sempre difícil pra todos mas no meu caso é difícil a todo momento, todo dia que trabalho tem sempre uma coisa pra aprender e isso nunca acaba, o que ja vinha na minha cabeça era "trabalhar é ruim tira a sua liberdade de vida" liberdade nada mais é o que toda pessoa quer mas não sabe exatamente o que é, ai veio a se confirmar no exercíto em um momento de reflexão própria, esses momentos so aparecem quando estamos trabalhando, agora que veio outro emprego me deparo com a triste cena de que a minha mente ja tinha previsto e até aprendido antes mesmo de começar no trabalho a falta da liberdade.

Bem infelizmente esse foi o mundo em que nasci e com isso tenho que conviver com esse fardo de que eu sei muito, mas a prática não se desenvolveu o bastante para a acompanhar o pensamento extremamente avançado da minha mente.

Parece que quando nasci puseram um programação em mim de mais pensamento e menos prática, dada essa programaçao agora tenho que tentar reverter o sistema, para fazer com que iguale essa equação matemática de mente e prática uma busca que pode ser infinita , mas que em algum momento da minha vida encontrarei e resolverei com sucesso esse meu fardo programado.

                                                                                                                       HISOKA.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

4 Não pense sobre estas palavras.



Mais uma vez deixo guiar-me pelas palavras.
Será que o amor mais provável é aquele que julgamos menos certo?
O que muda na concepção do sentimento para que a Amizade torne-se Amor?
Os olhos com que vemos, as mãos com as quais tocamos... são as mesmas.
Por que esta mudança repentina?
Pensar sobre isso tira toda a magia.
Não faça tal coisa sobre si mesmo e mais alguém.
Deixe apenas que tudo siga seu curso normal...

Angelus.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

3 (Não pensei num título)

     

     Neste momento estou deixando as palavras falarem por mim. Deixei-me sentar diante de um caderno velho e esperar que as sentenças viessem até mim por acaso. Esta espera já foi suficiente para preencher algumas linhas.
     Mas é extremamente difícil. O pensamento é mais rápido que minha mão e as palavras vão se perdendo. Luto duplamente: primeiro para segurá-las e, segundo, para estabelecer algum nexo entre elas.
     Recuso-me a modificar qualquer coisa. Isso seria uma trapaça a esta experiência. Vamos ver o que sai. Enquanto escrevo isto, minha mente está mais além, já pensando no que pensaria quem lesse esse relato desconexo. Outro ponto falho.
     Será que escrever é igual a meditar? Você precisa se concentrar. Mas não dá para fazer tal coisa idealizando louros futuros. Deve ser por isso que muitas empreitadas mínguam.
     Pausa.
     “Faça isso por você!”, digo a mim mesmo. É isso o que eu quero.
     Será mesmo? Então por que você está lendo isso?
     Note que parto do pressuposto de que realmente alguém está lendo. Mesmo enquanto isto está num pedaço de papel com letras mal desenhadas.
     Agora as linhas da página estão chegando ao fim. Parece bem menor numa tela LCD...
     Já divaguei, devaneei demais. Se é na solidão que as verdadeiras obras surgem, eu sou um caso à parte.
     Chego à conclusão que queria ao me questionar o que acontece quando você se deixa levar pelo lápis.
     É isso: muitas linhas cheias de vazio.

Angelus.

terça-feira, 26 de abril de 2011

2 Orgulho Saudável

     

Ultimamente, a autoestima dos brasileiros tem estado em baixa devido a fatos lastimáveis, sobretudo a violência. Isso gera um sentimento de vergonha de si mesmo e do seu país. Entretanto, temos que nos atribuir uma imagem positiva.
     Claro que é uma tarefa árdua ser otimista em uma sociedade permeada pela criminalidade, onde alguns lutam para tirar vantagem do próximo. Porém, é preciso lembrar que esse grupo transgressor é uma minoria, e que não devemos abalar-nos diante dos atos de uns poucos. Saibamos que somos melhores que eles!
     A fim de reforçar essa ideia em nossas mentes, basta olharmos com atenção ao redor. Existem indivíduos bons, honestos e justos. São nesses verdadeiros cidadãos que devemos espelhar-nos. Alguns deles atraem pequenos olhares, contudo a maioria permanece no anonimato. Mas eles existem, senão o caos imperaria vinte e quatro horas por dia.
     Além das pessoas, outra qualidade do nosso país é a profusão de belas paisagens. Entre elas, o Cristo Redentor, uma das Sete Maravilhas do Mundo.
     Portanto, motivos não faltam para alçar nossa altivez. O orgulho do Brasil deve partir de nós. É essa autoestima elevada que nos trará alegria e ânimo para enfrentar todas as adversidades.

Angelus.

domingo, 24 de abril de 2011

4 Ela é...



Uma corrente: elo inquebrável que nos une.

Uma ponte: apesar da distância nos conecta.

Um cajado: sustenta-nos quando estamos fracos.

Um espelho: revela-nos quem realmente somos.

Uma tinta: escreve a nossa história.

Par: assemelha-se nas preferências.

Ímpar: mostra-nos as diferenças.

     Ela nos prende, nos liga, nos ampara. É ela que aproxima as afinidades e faz conviver as divergências. É, enfim, o que conduz a nossa vida e o que nos expõe nossa essência.
     Ela é simplesmente a Amizade.

Angelus.
 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

3 A Sombra do Passado




A
gora eu compreendo a razão daquele telefonema de madrugada, que não me acordara, pois tenho insônia desde o incidente da primavera passada.
Ainda é dia lá fora, mas sempre é noite nas paredes do meu quarto, escuras e nuas, a não ser por uma janela que a todo o momento permanece fechada.
A mancha de sangue ainda está no tapete. Hoje ela faz um ano, mas perdeu seu significado há três dias. No dia do Telefonema:
- Alô? – disse eu, nem surpreso, nem expectante.
- Não peço desculpas por ter lhe acordado, pois sei que você não dorme, e isto é por minha causa – disse uma voz familiar que eu não ouvia desde... a última primavera.
Era o Ricardo. Mas como era possível?
Ele estava morto!
Voltei no tempo, ao dia em que tudo aconteceu:

Eu estava voltando para casa depois de mais um dia desinteressante na escola. Notei que a porta da frente não estava trancada. Subi para o quarto, abri a porta e vi, caído sobre o tapete, o corpo inerte de meu irmão, pulsos cortados e a faca ao lado.
Não me assustei, eu apenas compreendi: ele estava desiludido de tudo, do amor, do trabalho, da vida.

- O que você quer? – perguntei calmamente, depois de repelir essas lembranças.
- O motivo pelo qual estou ligando é que tive muito tempo para pensar sobre minhas ações e refletir sobre os meus erros. Agora, eu enxergo que era covarde, apenas apontava os problemas, mas não tinha coragem para enfrentá-los.
Eu estava de pé, no centro do quarto, ouvindo.
- É verdade que apontar os problemas é mais fácil do que dar as soluções – continuou ele. – Vejo que está indo pelos mesmos caminhos errados pelos quais eu fui, entretanto, saiba que sempre há uma solução melhor que a morte, por mais difícil que seja vê-la. Fiz esse esforço para me comunicar porque você precisava saber disso. A minha morte me ajudou a ajudá-lo. Agora me despeço.
- Não espere! – eu estava confuso e nem me dei conta de que estava acontecendo algo que não ocorreu nem quando o Ricardo morreu: eu estava chorando. – Onde você está? Quero lhe ver!
- Estou em um lugar muito melhor agora. Quanto ao nosso encontro, deixe que ocorra pelas mãos do destino. Adeus.
- Não desligue! Por favor! – mas o telefone já estava mudo.
Três dias já se passaram e finalmente eu entendo que, por algum meio que está além da minha compreensão, meu irmão falecido tentou me salvar de mim mesmo.
Agora, o velho tapete não está mais no quarto e a mancha de sangue que representava a insignificância humana foi apagada.
Estou na janela deixando o ar de uma nova primavera entrar; percebi que já é noite.
Vou para a cama me sentindo diferente, como se um peso tivesse sido retirado de minhas costas. Fecho meus olhos...
E durmo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

1 Cabo de Guerra



Entre o Bem e o Mal
Existe uma linha tênue
Fraca
Chamada Amor

De todos os sentimentos
Este é o único
Com esse dom
E com essa maldição

Se você ama
Você é feliz
A Vida ganha um propósito
Um motivo

Se você desama
Tudo é tristeza
Você não tem nada a perder
E pode cometer loucuras

Bem
Mal
Amor

O fim d’Este é o início do Outro
O Outro no fim é o início d’Aquele
E Aquele no início é Este

Esta é a dinâmica humana
O Homem conseguiria viver
Sem amar?

Ou até
Só amar
Ou só desamar?

Este é um jogo
Um cabo de guerra
Que não é eterno
Mas demora uma vida inteira e recomeça

Angelus.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

0 O Humor Como Solução

  

      Um homem sai de casa para ir ao trabalho. Caminha até o ponto de ônibus e, enquanto espera, um carro passa acelerado por uma poça d’água, que espirra nele. O homem, assustado com o banho repentino, olha para a roupa encharcada e começa a rir.
     O senso de humor é, sem dúvida, uma válvula de escape dos aborrecimentos e problemas do dia a dia. Diante de uma situação desagradável, na qual se enfurecer não ajudará em nada, rir e levar na brincadeira é uma ótima solução.
     Um fato corriqueiro são os engarrafamentos quilométricos, pelos quais, certamente, tivemos ou teremos que passar em algum momento. Xingar, buzinar, reclamar e praguejar não fará os carros andarem mais depressa. O melhor é distrair-se com algo que lhe faça rir. Assim o tempo passa mais rápido e menos fatídico.
     É óbvio que nem todos têm essa capacidade evidenciada, mas podem exercitá-la e desenvolve-la aos poucos. Evitando chatear-se e procurando sempre um lado positivo em todas as ocasiões.
     Em qualquer contexto, o uso do bom humor nos estimula a enfrentar as adversidades com uma visão otimista. Isso faz bem a nos e a todas as pessoas ao nosso redor.

Angelus.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

1 Individualismo indiferente



     O contexto cultural e econômico atual do país contribui para uma política que preza o individualismo. O culto aos bens materiais, ao poder e ao prestígio conduzem a um comportamento no qual as pessoas priorizam o próprio bem-estar e progresso.
     Na conjuntura do mercado de trabalho, os indivíduos digladiam-se para conseguirem chegar ao posto mais alto. Fazem o que for necessário para superarem seus concorrentes, chegando algumas vezes, a ignorarem escrúpulos básicos para a vida em sociedade.
     Diretamente relacionado a isto, está o detrimento da estrutura familiar. Esta vem sendo posta em segundo plano. O indivíduo tem predileção pela própria ascensão social antes do desejo de constituir uma família.
     Com isso, o coletivismo está deteriorando-se. Não só os laços sanguíneos, mas todas as relações afetivas estão sendo atingidas. Aquele que antes era seu companheiro, hoje é seu adversário.
     As bases econômica e cultural da sociedade precisam ser revistas. As pessoas têm de reavaliar suas prioridades e se perguntarem se efetivamente estão felizes e realizadas só por se adequarem a um paradigma fútil e desprovido de afeto pelos outros.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

0 Id.



Ana diz que não porque tem namorado
E Fernanda vai se casar
A Regina tem uma doença terminal
O cachorro da Aline morreu
Carolina não gosta de caras muito altos
Daniela não gosta de caras baixos
Já Renata não gosta de caras
Não importa o que ela diz nem qual o nome dela
A única certeza é que sempre quem tenta descobrir é um Zé.

Angelus.

5 O Fragor Reflexivo



A
 Hora finalmente chegou.        
     O rapaz alto usa um terno preto. Parado bem à sua frente, o homem louro, com sua gravata branca reluzente.
O alto ergue a mão e o louro imita-o.
O homem louro está frio, percebe o outro ao tocarem as palmas.
            No silêncio, que inunda o lugar e transborda para os outros cômodos, o rapaz contempla o homem. Já vira aquele rosto muitas vezes. Mas, agora, algo está diferente. É o rosto de um condenado.
            Condenado pela lei do seu semelhante.
            Condenado pela lei da Natureza.
            Tudo sai como planejado. Eles se movem deliberadamente num sincronismo exacerbado. O rapaz alto tira um objeto rutilante do bolso e o coloca contra a cabeça do homem louro. Sorri para ele. Ele sorri de volta.
            E, num instante, tudo se transforma em Som.
            No chão do quarto, jaze, sem vida, o rapaz alto e louro, com seu terno preto e sua gravata branca reluzente.

Angelus.

terça-feira, 12 de abril de 2011

1 O que há de errado?


   
      Certo dia passava por uma rua na Seans Peña  quando vi uma mulher, arrumada normalmente, sem elegância exagerada, observar umas esponjas que eram vendidas por uma senhora, a alguns metros de distância.
     Essa senhora, que já ultrapassava os 60 anos, negra e de aparência muito humilde, percebeu o interesse da outra pelo seu produto e o ajeitou para que a mulher pudesse vê-lo melhor.
     Enquanto ajeitava as esponjas, ia falando os preços.
     A mulher, que também era uma pessoa humilde, a ouvia com atenção.
     Anoitecia e a luminosidade diminuía.
     De repente a senhora negra, ainda afastada, hesitou e, receosa, perguntou submissa:
     - Eu posso chegar mais perto?

A pobre freguesa não tinha culpa, mas o que outras pessoas já não fizeram para sujeitar esta senhora a tal pergunta? 

 

Angelus.

 

 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

2 A Família do Século 21

    

     Um marido, uma esposa e seus filhos. Até certo tempo atrás, esse era o alicerce primordial da “família genuína”. Porém, essa ideia, hoje, vem abrangendo outras possibilidades de construção, que levam em conta o contexto social e econômico.
     Com o mercado globalizado, cada vez mais o plano de se construir uma família é adiado. As pessoas optam, primeiramente, por se estabilizarem economicamente para depois constituírem laços familiares.
     Atualmente, esta é uma estratégia adotada pela maioria dos indivíduos que almejam criar um lar. Contudo, o que os difere uns dos outros é a forma como esses lares são compostos por seus membros.
     O âmbito familiar mudou juntamente com o modo como as pessoas têm de se comportar na sociedade. Agora, lares são formados por pais divorciados, mães solteiras ou mesmo casais homossexuais que adotam seus filhos.
     A família não está deixando de existir. Entretanto, ela passa, no presente momento, por profundas transformações na sua concepção. Assim como qualquer estrutura social tem de passar por mudanças para se adaptar a uma nova conjuntura.

Angelus.