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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

13 Como?






Como pode diante de tanta dor, um sorriso brotar?
Como pode saber que não pode ter algo, e mesmo assim essa vontade não sair de você? De onde vem tanto querer?
Como pode realmente ter tanta força para continuar, quando todos seus projetos e sonhos foram destruídos?
Como pode se odiar tanto uma pessoa, e ao mesmo tempo te querer tanto bem?
Como pode ser tão desconfiada, e ter uma total confiança em uma pessoa que é completamente seu porto seguro?
Como pode diante de tantas mentiras, achar verdades?
Como pode achar que certas promessas ainda podem ser cumpridas, depois que o martelo já foi batido com a palavra final, NÃO!...??
Como pode durante o dia uma pessoa não ser nada pra você, e a noite ela ser exatamente TUDO?
De onde vem tanto?
Será do nada?
Posso não conseguir decifrar todos esses mistérios quer cercam a vida
É realmente preciso ter um poder além da vida, para conseguir entender tantas perguntas. Mas acho que existe uma palavra que pode dar um sentido as mesmas... O único e inexplicável sentimento chamado AMOR.



Rayssa Santos.
      Amigos, esse texto/poema foi escrito pela minha querida amiga Rayssa Santos. É mais um caso de amizade expontânea à distância. Desde nossa primeira conversa pelo Facebook, já havia percebido uma sensibilidade poética nela. Até cheguei a perguntar se ela não escrevia também. Ela disse que não. "Não é possivel!", pensei. Depois de insistir um pouquinho, consegui com que ela arriscasse e cá está esse post carregado de sentimentos. Muitos deles (senão todos) compartilhados por mim.
         Acreditem, é o primeiro texto dela. Acho que ela estava escondendo o jogo, hehe.

Parabéns, amiga. Esse foi o primeiro de muitos. 
Beijo.  

sábado, 10 de novembro de 2012

19 Como Nascem os Cravos e as Rosas




Ela veio ao mundo desnuda de maldades
Trazia no olhar brilho intenso, o qual iluminava o que vislumbrava
Acreditava no amor e num tal “felizes para sempre”
Até que um dia resolveu aventurar-se por outros corações

Apaixonada, entregou-se, mergulhando de cabeça
Permitiu-se envolver mais e mais
Até não saber onde ela própria começava e o outro findava
Estava voando, leve como a brisa em seus cabelos

Entretanto a realidade atingiu-a em cheio
As promessas mostraram-se falsas
As palavras vazias
Enfim ela caiu

Levantou-se, tempos depois, contudo estava mudada
Raízes prendiam-na ao chão
Espinhos projetavam-se de seu corpo
Permanecia bela, delicada, porém armada

               ***

Ele chegou inocente
Crente na sinceridade dos sentimentos
Disposto a amar, confiante na resposta
Esperançoso em seu íntimo

Passou por caminhos que o levaram às alturas
Planejou sonhos nos papeis do pensamento
Ergueu projetos de uma vida
Duas, na verdade

Todavia, a resposta não veio
Os papeis perderam-se e os projetos ruíram
A esperança foi a última a permanecer
E por fim também morreu

Prendeu-se nas lembranças que nunca houve
Perpétuo, ficou vagando solitário
Fechou-se em si mesmo, mostrando força no aroma exalado
Escondendo o odor da decepção

               ***

Ela encantava a todos com sua graça
Arranhava, descartava e partia
Ele proferia lisonjas antes sinceras
Usava, provava e partia

Ela repetia as mesmas promessas falsas que ouvira
Ele destruía os mesmos projetos que um dia criara
Ela estava autossuficiente de relacionamentos
Ele, satisfeito com o prazer das conquistas

Assim caminhavam o Cravo e a Rosa
Paralelos em seus cursos
Dividindo a mesma amargura
Esbanjando a mesma beleza

Ele, outrora inocente, conhecera uma rosa e tivera seu fim
Ela, sensível, iludiu-se com um cravo e acabou crivada de espinhos
Quem surgiu primeiro não se sabe
Apenas estão ali, lado a lado

               ***

Encontraram-se os dois finalmente,
Compartilharam suas histórias, misturaram seus perfumes
Estranharam-se nas semelhanças
Amaram-se nas diferenças

O Cravo
A Rosa
Debaixo de uma sacada...

Angelus.