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sábado, 26 de janeiro de 2013

4 Resposta ao Caos






Antes, havia o Nada
Um vazio cheio de desordem
De rompantes inconsequentes
Ebulições desmedidas

Do calor eclodiu a semente
Ínfima em meio ao turbilhão de vontades
Entretanto resistiu, criou raízes
Enfim floresceu

Deu cor ao cinza
Luz ao obscuro
Esperança ao desalento
Recomeço ao fim

Não era resposta
Era pergunta
Combustível que nutre mentes
Desafoga a alma

Há beleza no Caos...

Angelus.

4 comentários:

  1. Engana-se quem pensa que o caos é o fim quando, na verdade, ele não é, só parece. No momento caótico, parece até bobo pensar em esperança pois ali tudo nos remete ao fim mesmo sem saber que do fim pode vir um novo começo. Então, é certo dizer que a beleza do caos é a beleza da vida? Que Deus em sua infinita bondade e sabedoria nos dá a chance do recomeço. Por exemplo, se Noé ao construir sua Arca sabia que deveria preservar a espécie é porque tinha fé nos planos de Deus. Enfim, não há dor que dore pra sempre e caos que seja eterno. Todos podemos superá-lo e seguir em frente pois somos filhos dessa mesma terra que já viu e sofreu tantas tragédias.

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  2. E é do movimento browniano do mundo que surge as indagações, que alimentam a vida humana. Uma vida sem perguntas é uma vida sem respostas, que é inútil. Tentar entender o caos é o que nos mantém vivos de alguma forma e nos faz crescer.
    Grande abraço

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  3. Esse poema me lembrou de uma matéria que vi na TV sobre os furacões, dizia a matéria que por mais devastador que possa ser um furacão, no seu interior, não existe toda essa turbulência, muito pelo contrario é calmo. A paz é possível em meio ao caos.

    Abraços

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  4. Olá, Angelus.
    Belo poema; o Caos gera a Ordem e a Ordem gera o Caos, sucessiva e eternamente.
    Abraço.

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