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terça-feira, 16 de abril de 2013

2 "Mesmo fundamento singular do ser humano" *





O mais difícil é não pensar...

      A mente prega-nos peças, misturando passado, presente e futuro; realidades e fantasias.
      Em um momento, um clarão de certeza sobre quem somos e, um instante depois, essa certeza torna-se dúvida.
      Há uma fé abalada, em nós mesmos e na humanidade de modo geral. Logo em seguida um fiozinho de esperança desponta, puxado até arrebentar. Para ser reencontrado mais a frente, talvez.
      A morosidade corporal contrasta com a rapidez do pensamento. A gana é frustrada pelas restrições físicas. O corpo é um limitador para uma mente incontrolável.
      Nossa imaginação é caprichosa, impaciente e mimada. Pula do início direto para o fim, como alguém que não consegue esperar o desfecho e parte logo para as páginas finais de um romance.

Antes de escrever, já imagina as críticas.

Antes de compor a letra, já idealiza a fama.

Antes de conquistar, já materializa a glória.

E antes de pegar na mão, já vislumbra o beijo...

      Objetivo não é objeto.
      O equilíbrio entre o corpo e a mente é ter um ponto de partida com os pés bem firmes no chão, mas tendo em vista um horizonte pré-concebido. Passando sempre pelas diversas curvas do caminho, dobrando-se sobre si mesmo e seguindo em frente.
      Um pouco de calma nessas horas é bem útil para não corrermos sem necessidade.

O mais difícil é não pensar...

Angelus



*O título é uma referência à música "Tempo Rei" de Gilberto Gil.




quinta-feira, 11 de abril de 2013

5 Dois anos de VPC!



Parece que foi ontem que comecei a me aventurar pela blogsfera, mas hoje fazem exatamente dois anos que o Versos, Prosas e Colóquios foi criado.
Já postei diversas coisas aqui, desde experiências pessoais em forma de prosa ou versos; declarações óbvias (aos olhos certos) e, também, prestei homenagens sutis a alguns amigos que contribuíram para um momento de inspiração.
O Blog teve altos e baixos, com períodos muito produtivos e outros de escassez.
Já me flagrei várias vezes relendo as postagens aqui feitas, revivendo diferentes épocas de minha vida. Por vezes não me reconhecendo nas palavras, na forma como fluíam com facilidade, como se fossem de outra pessoa.
Isto aqui é uma terapia e tanto!
Fases significativas da minha vida estão guardadas aqui e não me arrependo de absolutamente nada, nem dos acertos, muito menos dos erros e precipitações.

Só me resta agora agradecer a todos vocês que fizeram e ainda fazem parte disso, desse projeto de vida. Da minha vida. 
Aos amigos blogueiros e também aos do dia a dia, muito obrigado pela presença, carinho, admiração, conselhos e críticas!

Mozer/Angelus
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

5 Um Enigma, um Olhar e um Reflexo...




Um humilde árabe, sentado a uma pedra no meio da estrada para Bagdá, olha para o céu. De repente, levanta-se e exclama um número grandioso. Um viajante curioso aproxima-se e pergunta o que foi aquilo. Calmamente, o homem responde que era o número de folhas de uma árvore...
Assim foi o primeiro encontro de Beremiz Samir, o Homem que Calculava, com seu mais novo e fiel amigo. Com seu talento nato para a Matemática, Beremiz resolve problemas aparentemente impossíveis, usando seu raciocínio. 
Mesmo não sendo seu desejo, ele conquista prestígio entre a sociedade enquanto nos apresenta o maravilhoso mundo dos números. Incluindo os quadrados mágicos, com seus significados ocultos e a Teoria dos Quatro 4, capaz de representar de diferentes modos todos os números, trabalhando apenas com este único algarismo 4 vezes.
Esta é a história contida em "O Homem que Calculava", do autor Malba Tahan.

E o quadro acima, minha tentativa de expressar a poesia dos números...
Angelus.


terça-feira, 2 de abril de 2013

3 Humor ao Pé da Letra



      

Bom humor é sabedoria em forma de riso, seriedade em forma de gracejo, procura por sentido, onde não há sentido.
      Então ria. Permita-se sentir o efeito de uma gargalhada sem censura.
      Chore por suas vitórias e ria na derrota! Coitadinha dela... achou que podia te derrubar. Só se você permitir, é claro.
      Entretanto, lembre-se, pois já dizia a música do Frejat:
      Rir de tudo é DESESPERO!
      Tem horas que você precisa fazer cara de mau e dar um murro na fuça do problema.
      Mas, peralá! Não vá sair por aí batendo em ninguém!
      Isso é sentido figurado, essencial para quem está “living la vida loca”.
      Não leve a vida ao pé da letra. Afinal, letras não têm pés...

Angelus.