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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

0 Entrelinhas




A menor distância é uma reta
Porém medidas convencionais não se aplicam
Quando o assunto é a alma

Mesmo separados fisicamente
Os elos que nos conectam são fortes
Presentes em cada gesto, cada palavra

Entre uma vírgula e um ponto
Uma imagem e um som
Podemos decifrá-las de maneiras distintas

Mas nas diferenças, parecemos
Nas discordâncias, concordamos
Nas confusões, entendemos

O que a mente diz quando a boca fala?
O que o coração ouve, quando o ouvido escuta?
O que o corpo sente quando a mão toca?

Não procuramos respostas idênticas
Longe disso!
Na diversidade a gente se acerta 

Nas entrelinhas a gente se completa


Dedico este poema a uma amiga muito especial que hoje faz aniversário. Parabéns, E.

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